Introdução
Calopsitas podem assobiar e falar. Alguns especialistas dizem que elas podem apenas ou falar ou assobiar e outros especialistas dizem que elas apenas podem assobiar, não conseguindo falar. Mas isso varia de exemplar para exemplar. Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensinar suas calopsitas a falar. É um dos pássaros perfeitos para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte.
Extremamente pacífica e dócil, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos. Ela não é nada agressiva e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.
Com pessoas, a relação também é amigável e participativa. É um bicho de estimação para toda a família. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. A única recomendação sobre o convívio entre Calopsitas e humanos é em relação à crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as Calopsitas caso as peguem na mão e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro ou gritar muito alto. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas.
As calopsitas são excelentes como animais de estimação. Elas são facilmente domesticadas quando jovens, e raramente bicam quando assim domesticadas. Quando perturbadas, as calopsitas mansas apenas gritam ou beliscam o dedo. As calopsitas reconhecem bem as pessoas, e costumam ser particularmente fiéis à pessoa que cuida e treina. Para que elas se liguem a todos membros da família, elas devem ser manipuladas por todos.
Ativa e brincalhona, a Calopsita parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa.
Para calopsitas mansas, o ideal é mantê-las em gaiolas (ou, se você quiser mantê-las soltas, em kidplays abertos). Abaixo, estão algumas fotos de Kidplays.


Veja o que significa cada expressão de sua calopsita:
Silvos: medo, sinal de alerta para ficar sozinha.
Eriçar penas e balançar o corpo: relaxar tensão.
Dormir sobre 1 pé e com a cabeça para trás: normal e saudável.
Balançando a cauda para os lados, abrindo as penas: contente ou mostrando
interesse em algo.
CORES E PADRÕES
Originária da Austrália, na natureza a Calopsita possui o chamado
padrão silvestre ou normal (ver abaixo). Quando surgem aves mutantes
na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente
sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores,
pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma
visualização mais rápida da ave. As inúmeras cores
existentes hoje são decorrentes da fixação de mutações
feitas pelos criadores, diversas surgidas nos últimos 15 anos, algumas
muito recentes e difíceis de encontrar em criadores.
É
importante destacar que os padrões podem se mesclar, originando uma
grande gama de cores, tornando cada calopsita única.
Cinza ou Normal (Normal Grey): A
variedade original, encontrada na natureza, tem o corpo cinza com as bordas
das asas brancas. A crista do macho é amarela
sobre uma cabeça amarela e, na fêmea, cinza amarelado com a cabeça
cinza. Ambos têm as "bochechas" formadas por uma mancha vermelha,
circular, em cada lateral da cara, de tom mais suave na fêmea. A cauda é totalmente
negra no macho e na fêmea intercala negro com amarelo na parte de baixo.
No macho adulto, a cabeça é amarela, com duas manchas circulares
laterais (bochechas) de cor vermelha, crista amarela, corpo revestido com penas
de cor cinza, com o dorso mais escuro, bordas das asas brancas e cauda negra.
A fêmea adulta apresenta a mesma coloração dos filhotes.
O corpo é de cor cinza, cabeça também cinza com as bochechas
de cor vermelha mais suave, crista cinza-amarelada, bordas das asas brancas
e face interior da cauda estriada de amarelo e preto, com penas laterais externas
amarelas. Em ambos os sexos, os olhos são marrons, o bico cinza escuro
e as pernas e pés, cinza escurecido.
Lutino (Lutino): Sem
dúvida alguma, é o padrão mais popular
e apreciado, tendo surgido nos EUA em 1958. Essa mutação causa
perda do pigmento melanina (que confere o tom cinza à ave). Desse modo,
são aves de cor dominante branca, com olhos vermelhos, pés rosados,
crista amarela, bico marfim, cabeça amarelada com bochechas vermelhas.
Nas asas e cauda, também está presente o amarelo. Na realidade,
os lutinos não podem ser considerados como brancos ou albinos, pois
não são inteiramente brancos, em razão da presença
das cores amarela e vermelha (dadas pelo pigmento psitacina). Os indivíduos
podem apresentar desde um amarelo forte até um branco quase total no
corpo. Neste padrão ocorre um defeito de origem genética,
caracterizado pela existência de uma área sem penas localizada
atrás
da cabeça. Fêmea com estrias amarelas na face inferior
da cauda e spots amarelos embaixo da asa. OBS: Não devemos cruzar 2 lutinos
porque existe a tendência de nascerem passáros mais fracos.
Pérola (Pearl): Surgiu
pela primeira vez na Alemanha Ocidental em 1967. É uma
mutação que afeta as penas individualmente (há uma falta
de melanina no centro de cada pena, individualmente), fazendo com que haja
uma falta de coloração uniforme, resultando em penas com coloração
em forma de "concha". São aves extremamente vistosas, sendo
que o padrão básico pode variar bastante. De modo geral, mostram
as duas manchas laterais à cabeça, as faces são amarelas
salpicadas de cinza, e a crista amarela riscada de cinza. As penas das costas
exibem um padrão “escamado”, resultante da ausência
de melanina no seu centro, podendo a cor desta parte das penas variar do branco
ao amarelo. As penas das asas são cinza, com faixas amarelas. A cauda é amarela,
e o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. As fêmeas carregam
o perolado nas costas, asas, nuca e cabeça, com uma concentração
maior nas costas. Os machos adultos podem perder totalmente o perolado, principalmente
na cabeça e na nuca.
Arlequim (Pied): É a mutação mais antiga, surgida nos
EUA em 1949. Mutação que causa alteração ou disrupção
da coloração normal em áreas randômicas. Esse padrão é extremamente
variável, podendo apresentar aves bastantes semelhantes ao normal até aquelas
com poucas áreas de cor cinza, predominando o amarelo claro e apenas
algumas penas de coloração cinza. A cabeça exibe um amarelo
forte, bochechas vermelhas e crista amarela. Idealmente, uma arlequim deve
mostrar 75% de penas com ausência de melanina e 25% com presença.
Um arlequim puro possui, idealmente, uma máscara “limpa”,
livre de manchas cinzas, uma cauda limpa e asas de vôos com um balanço
igual de marcas, com simetria perfeita. Nesse padrão, é virtualmente
impossível a distinção de sexo (uma vez que a marcação
arlequim obscurece as diferenças de plumagem), só sendo possível
no caso em que a fêmea apresente barras na parte inferior do rabo. São
reconhecidas quatro classificações de arlequim: claro (ou light,
com 75% ou mais de melanina), escuro (ou heavy, com apenas 25% de melanina),
reverso (ou reverse, com marcações apenas nas asas de vôos,
tendoo restante do corpo sem melanina) e limpo (ou clear, um pássaro
totalmente amarelo ou branco; é também chamado de lutino com
olhos pretos).
Canela (Cinnamon): Também conhecida como Isabelino, surgiu pela primeira
vez na Bélgica, em 1960. As aves são semelhantes ao padrão
normal, com exceção da alteração na coloração
da melanina, produzindo uma coloração marrom-claro (ou canela).
Também as pernas e os olhos são de coloração mais
clara. Os machos adultos são um pouco mais escuros que as fêmeas
(em razão da maior presença de melanina). Algumas fêmeas
podem ter mais amarelo na face do que os machos, além de apresentarem
o barramento típico sob as asas da cauda.
Cara branca (Whiteface):
O padrão Cara Branca surgiu na Holanda por
volta de 1969. No final da década de 1970 passou a ser produzido na
Alemanha e Inglaterra. Essa mutação causa perda do pigmento psitacina
(que confere tons amarelo e laranja), causando a falta da pigmentação
laranja e amarela nas bochechas e no corpo. A fêmea tem o corpo cinza,
bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas
não apresentando a “bochecha”, tornando a face inteiramente
cinza. O macho segue um padrão parecido com o normal, porém com
a face totalmente branca e as cores cinzas com um tom mais escuro, crista cinza
e bordas das asas brancas.
Fulvo (Fallow): Surgidos
em 1971, nos EUA. Semelhante ao canela (também
há mudança da coloração da melanina de preto para
marrom), mas aqui também ocorre uma diminuição da densidade
da melanina, fazendo com que pareçam um canela pálido. O amarelo é mais
pronunciado (principalmente embaixo do corpo e crista), olhos são vermelhos
e peito é de coloração mostarda ou creme. As fêmeas
costumam ser mais bonitas que os machos, por apresentarem cores mais brilhantes.
Os sexos são praticamente iguais, tornando-se mais difícil a
identificação.
Albino (Whiteface Lutino): Ave
inteiramente branca, com os olhos vermelhos e pés rosados, com ausência total de qualquer pigmentação
(na realidade, resultam da combinacao de duas mutações: lutino
e cara branca). As fêmeas são mais fáceis de ser encontradas,
por ser um padrão com herança ligada ao sexo.
Cara amarela (Yellowface ou Yellowcheek): Surgida
na Europa na década
de 80. Ainda não há notícia de sua existência no
Brasil. Os primeiros exemplares deste padrão chegaram aos EUA por volta
de 1992. São em tudo semelhantes aos demais padrões, diferindo
apenas na cor das bochechas, que, ao invés de serem vermelhas, mostram-se
amarelas. A principal diferença entre os sexos é o amarelo da
bochecha, que é mais forte no macho. Há três formas dessa
mutação (como ocorre com o padrão prata): a dominante
simples-fator, a dominante duplo-fator e a recessiva.
Pastel (Pastel face): Apesar
de conferir a mesma coloração, o
padrão Pastel não deve ser confundido com o cara amarela. Essa é uma
mutação sutil, que promove um tom mais brando de todas as cores.
Também é um padrão de origem bastante recente (1989),
tendo surgido possivelmente na Inglaterra. Externamente é em tudo semelhante
ao cara amarela, mas tem herança genética autossômica recessiva,
o que facilita e acelera as combinações entre os padrões,
principalmente com aqueles de herança ligada ao sexo. É dominante
apenas para o padrão cara branca. Também aqui ocorre duas formas:
fator-simples e fator-duplo.
Prata (Silver): Há duas
formas distintas. A chamada recessiva e a dominante.
Prata Recessivo: Mutação estabilizada na década de 60,
na Europa (apesar de ter surgido na Nova Zelândia, em 1950). Difere do
padrão normal pelo fato de os olhos serem de cor vermelha e o cinza
global do corpo ter passado à cor prateada, ocorrendo uma grande flutuação
de tonalidades entre os indivíduos. As demais características
de cor são as mesmas do padrão normal, inclusive quanto a identificação
do macho e da fêmea.
Prata Dominante: É um padrão recente de cor obtido, tendo sido
fixado por volta de 1979. São aves que apresentam a cor cinza do padrão
normal diluída, mostrando um tom pastel prateado. Os olhos e pernas
são pretos, as pernas cinzas, mantendo o amarelo forte das faces e da
crista e o vermelho das bochechas, com um prateado mais escuro na região
do pescoço. A graduação do prateado varia de ave para
ave, sendo a cor dos machos mais brilhante e intensa. A diferenciação
entre os sexos pode ser feita do mesmo modo que o padrão normal. Nesta
mutação, os genes produzem dois efeitos visuais diferentes, caso
ocorram como fator simples ou duplo. Aves fator-duplo são mais claras
que as fator-simples, parecendo lutinos, mas com um tom acinzentado; eles retém
a marcação mais escura na cabeça, olhos e pés escuros.
Oliva ou Esmeralda (Olive ou Spangle ou Emerald Green): Mutação
extremamente nova, surgida nos EUA, de padrão ainda não muito
definido. Se caracteriza, basicamente, por uma coloração canela-esverdeada,
podendo variar de claro a escuro, e um padrão de marcação
das penas muito característico (que as pessoas denominam padrão
de "lantejoulas", ou spangled no inglês).
Platinum: Mutação só existente na Austrália. Há uma
confusão com relação a esse nome, uma vez que na América
do Norte chamam de Platinum aves prata dominante. Essa mutação
se caracteriza por uma coloração "cinza-fumaça" clara
(como eles mesmos definem: smokey-grey), com asas e cauda cinza mais escuro.
Bico, pés e pernas são bege-claro Os olhos são vermelhos
ao nascer, mas escurecem logo em seguida.